30 de June de 2021

A determinação em defender o meio ambiente!

Desde muito cedo, Rodrigo Yuiti Izumi decidiu que seria um defensor da floresta e trabalharia incansavelmente para sua preservação

Reunião de equipe do Instituto Soka

Colhendo dados de árvore da Reserva

A virada de sua vida começou no final de 2006. Acabara de completar seus tenros 20 anos e desde os 17 vivia no Japão com a família. Foram férias reveladoras! Reencontrou amigos, vivenciou muitas oportunidades. Rodrigo é um jovem cientista que atua no Instituto Soka Amazônia e é um incansável defensor do meio ambiente, cuja vocação foi revelada em um momento de profunda inquietação pessoal, quando em busca de sua missão de vida.


“Existia uma grande diferença, desde que havia me mudado [para o Japão]: mesmo ainda muito jovem. Por meio da prática budista eu havia mudado, transformado minha visão de vida. Decidi mostrar de forma prática, na minha vida, a diferença positiva que o budismo faz”, contou Rodrigo.


A descoberta da missão se deu na leitura da Proposta de Paz de Daisaku Ikeda de 2008, Rumo à era dos direitos humanos: construindo um movimento popular[i]. “O presidente Ikeda discorreu sobre o desmatamento da Amazônia e pensei que era a hora de retornar ao Brasil, cursar uma Universidade e trabalhar no Instituto Soka Amazônia”, explicou. Nesse texto o líder da SGI discorreu sobre o motivo de fundar o Instituto: proteger a integridade daquele bioma.


 Desafios e conquistas


Mas voltar ao Brasil era uma decisão que envolvia muitos desafios e o principal era o financeiro. “A escolha do curso, Engenharia Ambiental, foi feita segundo a Teoria de Criação de Valor do primeiro presidente da Soka Gakkai, o educador Tsunesaburo Makiguchi. A grande dificuldade era convencer meus pais e toda família a retornarem comigo, a qual não obtive êxito. Ou seja: se eu realmente quisesse retornar ao Brasil, seria sozinho e por minha conta. Bom, então era ‘só’ guardar o dinheiro!”, refletiu.


Renovou sua decisão, determinando que tais empecilhos momentâneos não o derrubariam. Assim, fez as contas, foi à empreiteira, solicitou aumento de salário, dedicou-se mais e, em paralelo, iniciou o contato com a agência de viagens. E, como sempre que há a disposição para o bem, o mal se levanta com igual força e intensidade. “Me envolvi num acidente de carro, estourou a crise financeira e, na solicitação do aumento fui enganado com a renovação do contrato de trabalho válido para apenas um mês pois estava em japonês e eu não sabia ler no idioma. Ainda, ao dedicar tanto esforço, acidentei-me nas máquinas lesionando os dois ombros”, contou Rodrigo.


Seguiu-se o desemprego e a impossibilidade de encontrar outro emprego devido a lesão. Toda a poupança até então obtida foi dispendida no conserto do carro e no tratamento de saúde. Porém, mesmo em meio a tudo isso manteve sua decisão, buscando aplicar os ensinamentos budistas e orientações do dr. Ikeda, lutando contra sua mente sempre que lhe vinham pensamentos negativos e de derrota.


“Venci a mim mesmo em primeiro lugar! Continuei agindo de todas as formas possíveis no meu limite máximo e, por volta de setembro, o resultado da colisão entre os carros foi favorável a mim, então me devolveram o valor integral que eu havia pago”, relatou sua conquista inicial, resultado de um firme empenho. A seguir, no mês seguinte, depois de lutar muito, a empresa reconheceu seu erro e restituiu os gastos pelo tratamento médico. Além disso, pagaram o salário dos meses em que ficou afastado da empresa sem poder trabalhar devido a lesão. “Enfim, tinha vencido!!!”, exultou.


 Agruras de um vestibulando


E, no dia 8 de janeiro de 2009, aos 22 anos, iniciou uma nova batalha. Foi um ano inteiro de desafios. Então, no dia em que faria a primeira fase do vestibular, se programou para participar no ‘Cultura de Vitórias’ (atividade realizada pelo Núcleo Masculino de Jovens aos domingos de manhã). Havia decidido não faltar a nenhuma atividade e, naquele dia Rodrigo fez o relato de decisão sobre o vestibular que estava prestes a realizar.


O mal estava decidido a impor mais um desafio ao jovem Rodrigo. A programação da atividade atrasou, e ele precisou recorrer a uma carona para conseguir participar do vestibular e, por acaso do destino, perderam-se na cidade. Além de todo o atraso, de estarem perdidos, houve ainda uma colisão entre o veículo em que estava e outro. Mas, como não há mal que suplante quem se levanta contra ele, com decisão e coragem, o condutor do outro carro era um pai que levava seu filho ao vestibular e sabia o caminho. Faltando poucos minutos para o fechamento dos portões, Rodrigo e o filho daquele condutor conseguiram realizar a prova.


Embora assustado, nervoso, faminto e desidratado, venceu! E, na segunda fase programou-se melhor e não usou carona. Passou também, comprovando a máxima budista do Buda Nichiren: “o inverno nunca falha em se tornar primavera”!


 Vitória infalível


Os seis anos do curso de Engenharia Ambiental não foram diferentes das agruras enfrentadas para ingressar. Desafios múltiplos se interpuseram em seu caminho e, sempre que se apresentaram, Rodrigo enfrentou-os com galhardia e coragem.


Foi durante uma atividade do grupo de apoio que participa, conversou com um companheiro veterano sobre profissão e missão. “Este veterano me incentivou a dialogar com o atual presidente do Instituto Soka Amazônia, Akira Sato”, contou. Este, sem lhe dar qualquer garantia, lhe propôs realizar trabalhos voluntários. Assim, Rodrigo somou mais um item à sua lista de esforços, indo a Manaus.


“Mesmo assim, para integrar a equipe do instituto era necessário ter o título de doutor, no mínimo”, enfatizou. Tentou provas de mestrado e mas não obtinha êxito. Além disso, percebeu que, cada vez mais, gerava incertezas na organização local com dúvida sobre meu futuro. Pois, exercia liderança em grupos da BSGI. Sem informações, a dúvida o consumia. A insegurança, fatores organizacionais, financeiros, sociais e até de saúde perturbavam seu discernimento. Diante do oratório, mais uma vez, refletiu e percebeu que, para atuar em prol da missão, ainda lhe faltava alguma coisa. “Não era outra coisa senão a fé”, concluiu.


Conseguir depositar genuinamente a confiança na sua missão e em sua capacidade era o que lhe faltava. “Pois, tinha que ser algo que transcendia meu esforço, meu conhecimento e meus limites”, refletiu. Na sequência desse discernimento, abriu-se uma oportunidade: integrar o banco de currículos da BSGI. Inscreveu-se e conseguiu passar em todas as fases de seleção. Foi então aprovado e, após 12 anos de muita batalha, tornou-se funcionário do Instituto Soka.


“Não acredito em mágica, nem mesmo em truques do acaso. Acredito no poder do ser humano e no tipo de ação que o leva a manifestar seu potencial e alcançar seus objetivos. Hoje, meu desafio é colocar todo treinamento técnico somado ou intensificado ao espírito da SGI para atingir todos objetivos e metas que surgirem!”, exclamou.


“Encerro com uma das frases que mais busco colocar em prática: ‘Fazer tudo que posso é normal. Fazer além das minhas possibilidades é um desafio. Onde terminam minhas capacidades começa a minha fé. E uma forte fé vê o invisível, acredita no incrível e recebe o impossível’ [trecho de matéria do jornal Brasil Seikyo]”, encerrou o jovem engenheiro Ambiental que enfrentou a si e vem vencendo a partir de seus mais nobres anseios, alinhados aos ideais de Paz, Cultura e Educação da SGI.


Para conhecer mais sobre as ações do Instituto Soka Amazônia: https://institutosoka-amazonia.org.br/blog/


 






[i] http://www.culturadepaz.org.br/media/propostas/proposta_paz2018.pdf



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