19 de January de 2024

Não existe oração sem resposta!

Danielle Kiyomi Kuniyoshi comprovou a veracidade dessa frase quando passou por uma questão séria de saúde há cerca de 1 ano

A analista de consumo de 47 anos, Danielle, é budista há 16 anos; é também integrante e a atual secretária do Coral Filarmônico Ikeda do Brasil (CFIB) há vários anos e conta já ter comprovado fortemente a força do Budismo Nichiren em suas diversas vidas algumas vezes. “A última vitória ocorreu no dia 15 de novembro de 2022”, relatou Dani, como é chamada. “Quando comecei a praticar estava desempregada e com dívidas”, iniciou. Havia questões familiares a vencer antes de se converter e receber o objeto de devoção tão desejado, o Gohonzon [i] . Durante um longo e derradeiro ano, praticou sozinha mas com os incentivos dos companheiros. Ao final desse ano de profunda dedicação e determinação, conquistou diversos objetivos e pode, enfim, consagrar seu Gohonzon em casa. Hoje sua mãe é a grande companheira e incentivadora de sua prática budista. 


A grande prova de fé de sua existência atual ocorreu quando se reuniu com membros de outros dois corais dos quais faz parte, ensaiando para uma apresentação que ocorreria em dezembro.


A saga do AVC de Dani


Devido ao feriado, teria uma confraternização de final de ano depois do ensaio, aproveitando a folga. A festinha corria bem, todos comendo, conversando, interagindo. “Comecei a sentir uma tontura estranha. Imediatamente uma das cantoras que se encontrava ao meu lado, percebeu que eu não estava bem e só lembro de ser carregada para um carro e daí para o hospital”, contou Dani.


 


Com a suspeita de estar sofrendo um Acidente Vascular Cerebral (AVC), procedimentos foram realizados para minimizar as sequelas ao máximo. Ela se lembra da voz da médica dizendo que a presteza com que a trouxeram foi excelente pois num AVC, quanto mais rápido realizarem os procedimentos, menores são as lesões e maiores as chances de recuperação. “Senti que fui protegida, pois estava acompanhada de quase 30 amigos, dentre os quais 2 médicos e homens fortes que puderam me socorrer e não deixaram que eu batesse a cabeça no chão”.


 


O fato de estar cercada dessas pessoas foi uma imensa boa sorte pois, caso se encontrasse em casa provavelmente estaria sozinha em seu quarto e sua mãe não a notaria que estava passando mal. Ou, caso percebesse, até que a ambulância chegasse talvez fosse tarde demais.


Com as devidas providências médicas realizadas com sucesso, as sequelas foram muito reduzidas. Danielle se lembra da sensação de “quase morte”. Muitos dos que sobreviveram a um episódio como esse relatam que a sensação de estar vivo é quase que palpável de tão gratificante.


Danielle soube por sua médica neurologista que o AVC afetou uma grande parte do encéfalo, mas não a parte cognitiva e a fala, pois conseguiu cantar as letras de cor, ou seja: a memória musical estava intacta e ela se lembrava com precisão das letras e das melodias. Houve danos sofridos pelo lobo direito do encéfalo [ii] , que causou perda parcial de mobilidade de membros do lado esquerdo, perna e braço. Porém, se o dano causado fosse no lado esquerdo, poderia ter afetado a fala e a parte cognitiva, segundo explicaram seus médicos.


A força do mantra budista


Cerca de um mês antes do AVC, Danielle decidiu que redobraria os esforços para se manter no objetivo de prática diária de orações. Para Danielle orar o mantra Nam-myoho-rengue-kyo sempre foi imprescindível como respirar ou ingerir água. No dia do incidente ela havia determinado realizar um grande desafio de oração naquele dia visando o bem estar de todos e a paz global. “Agora percebo que todo aquele daimoku [iii] , sem falhar um dia sequer, foram cruciais para a minha boa sorte”, exultou.


O saldo após pouco mais de um ano de reabilitação, sente-se bem e já consegue se virar sozinha em diversas ações. “Além de conseguir ficar em pé com a muleta e dar uns passinhos com a ajuda do fisioterapeuta, ou na barra paralelamente, também consigo ficar sentado por bastante tempo e sem tombar para o lado”, contou feliz.


Dani tem consciência de que a recuperação de um AVC é lenta, porém tem certeza de sua reabilitação total. O sentimento que nutre diariamente é o da gratidão: pelo apoio de todos, pela proteção, pelas orações de cada membro do CFIB, do Núcleo de Bairro da BSGI do qual faz parte e, especialmente, de sua querida mãe que tem sido sua cuidadora e a principal incentivadora na prática budista.


 


 


 






[UE] . Gohonzon (御本尊ouご本尊) Em japonês, Go é um prefixo honorífico de respeito, enquanto honzon significa objeto de respeito fundamental, veneração ou devoção. No budismo Nichiren o Gohonzon é o supremo Objeto de Devoção para Observação da Mente. Por meio da oração altruística e sincera é possível adquirir claramente de pensamentos e iluminar os caminhos a serem percorridos na busca pela iluminação ou, individuação.




[ii] O cérebro possui dois lobos, direito e esquerdo. Cada qual comanda partes do corpo; o lobo direito controla o lado esquerdo e o lobo esquerdo, o lado direito. Há muitas outras diferenças entre os lobos direito e esquerdo, mas no caso do AVC da Danielle, a parte afetada tem a ver com essas questões.




[iii] Daimoku (題目) é uma recitação do mantra Nam-myoho-renge-kyo.



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